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A aplicação da Programação Neurolinguística no universo infantil – uma abordagem para terapia, bastante útil aos pais e educadores

O material que usei para estudar esse tema, um artigo no site Golfinho, traduzido do original de autoria da terapeuta Lynn Timpany, antes de entrar propriamente na aplicação da PNL em crianças, ensina, com muita propriedade, que é necessário estabelecer quais expectativas devem ser cumpridas: dos pais, da escola ou da criança?

 

O ideal é ouvir a criança e trabalhar com os objetivos dela. E não se engane: uma criança é capaz de, sozinha com o terapeuta, descobrir o que ele pode ensinar a ela e expor o que ela deseja e até se deseja o atendimento. Assim como acontece com o adulto, não é possível obter eficácia no tratamento não desejado pelo paciente, ainda que seja uma criança.

 

A partir disso, o terapeuta se reúne com ambos, os pais e a criança, e alinha os objetivos deles com os do pequeno paciente e conhece o contexto daquela família. É nesse momento que ele explica o que é a PNL, de maneira lúdica, com pequenas demonstrações, na verdade exercícios, que mostram como é possível alterar um resultado, alterando as representações internas da pessoa (a forma como ela percebe as coisas). A principal ideia aqui é deixar a criança à vontade, criar boas expectativas nela, enquanto calibramos e iniciamos a estruturação do processo de atendimento.

 

É fundamental, antes de falar especificamente sobre o atendimento, que a criança tome as decisões: ela escolhe onde quer sentar, ela conta do que gosta, o que quer fazer e quanto mais risadas o profissional tirar dela, maiores as chances de aproximação e confiança. Outro fator importante é que é nesse momento que descobrimos as metáforas mais adequadas a serem utilizadas, tudo sempre de acordo com o universo daquele paciente.

 

Sabe-se, nos universos pedagógico e psicológico, que as metáforas são uma das maneiras mais eficazes de transferir experiências, de promover aprendizado.

 

Se é um menino que ama brincar com caminhões, todo o atendimento deve ser realizado com envolvimento de situações daquele contexto: estradas, viagens, carga, etc. Se é uma garotinha que sonha ser veterinária, idem: deve-se falar sobre animais, tratamentos, cirurgias, cuidados, etc. Se a criança conta que gosta de games de computador, todo o atendimento deverá envolver menção a seus ídolos e às situações parecidas com os jogos que ele mais curte. Fazemos isso para acessar estados de recursos propícios ao aprendizado, ou seja, fazendo o cliente trazer à tona sentimentos que nos ajudarão em cada contexto de atendimento, nos permitindo inclusive ancorar as emoções, de modo a fazê-las ressurgir, sempre que necessário, sem que tenhamos que recriar toda a metáfora.

 

E você enquanto pai, mãe, educador, familiar, pode usar isso quando for necessário “falar sério” com essa pessoinha. Crie um ambiente acolhedor conforme os interesses dela, usando pequenas histórias conforme a emoção que pretende trabalhar naquele momento, antes de entrar no assunto. Normalmente, e infelizmente, já chegamos indo direto ao ponto, muitas vezes com postura ameaçadora e isso não favorece a comunicação. Muito pelo contrário! Cria no outro resistência, rejeição.

 

Se você não tem ideia de como fazer isso, eu te ensino. Me envie uma mensagem, pelo 31 99947-8290 e conversaremos a respeito. Precisamos personalizar ao máximo a comunicação com o cliente, criança ou adulto, e por isso não tenho como informar aqui um jeito de fazer que dará certo com todos. Mas faça contato e cuidaremos disso.

 

É muito comum os pais reclamarem que os filhos não os escutam, mas será que estão fazendo uma comunicação adequada? Em um programa anterior falamos sobre a eficácia da comunicação, no sentido de que ela é determinada pela resposta que temos do outro. Se você não consegue se comunicar com seus filhos, o erro está em você e não neles.

 

O artigo “A PNL e a mudança nas crianças”, cuja autora já mencionei acima (https://golfinho.com.br/artigo/a-pnl-e-as-mudancas-nas-criancas.htm), lembra que

A criança é parte de um ou mais sistemas familiares. Muitas vezes, os problemas apresentados são tentativas conscientes ou inconscientes da criança para lidar com uma família complicada ou com uma situação escolar. Vários laços de comunicação, crenças e expectativas acontecem entre os membros da família.

 

Daí se compreende a importância de favorecer a dinâmica da mudança na criança, trabalhando algumas mudanças nos pais.

 

Continua a autora:

Algumas dessas mudanças são evidentes e outras são dissimuladas. Geralmente é útil dar aos pais uma maneira específica e visível para eles auxiliarem no processo. As habilidades de comunicação podem ser ensinadas. Eu, algumas vezes, combino com os pais para que relembrem a criança, ocasionalmente, de certas coisas. Isso é combinado de antemão para que quando a criança pedir que o pai ou a mãe a ajudem, fique mais fácil lembrar de fazer essas coisas novas. De novo, a intenção é, tanto quanto possível, colocar a criança à vontade. Eu posso pedir que os pais ajudem chamando a atenção da criança para certas coisas. Por exemplo, eu posso treinar os pais de uma criança ansiosa, para que em um momento de ansiedade, pergunte a criança: “O que de legal podia acontecer agora?” Ou uma outra pergunta qualquer que direcione a atenção da criança para um possível resultado positivo no futuro. Isso além de ser um benefício direto e visível para auxiliar a criança, também muda o que os pais estão fazendo. Os processos de pensamento e de atenção dos pais são dramaticamente deslocados. Fazer efeito em dois lugares no sistema é muito eficiente.

 

Como ela menciona, ensinando os pais a agirem diferente em determinadas situações faz efeito neles e na criança e eles pensam que somente o filho é beneficiado. Espero que você esteja compreendendo a importância de sua mudança na mudança que você quer promover no outro, especialmente em seus filhos. Quando precisar sentar com a criança ou adolescente para cobrar dele certo comportamento, não faça isso sem antes voltar os olhos para si mesmo, observar onde precisa mudar, proceder à mudança e só então promover o “papo reto” com seu filho.

 

A terapeuta ensina mais ainda. Segundo ela,

Normalmente existe um espelhamento do problema entre os pais e a criança. Então, se a criança está experimentando muita raiva, é provável que o progenitor também esteja, na mesma situação, experimentando frustração ou raiva. Pais e crianças têm um profundo nível de rapport. Os pais de uma criança ansiosa provavelmente estão preocupados com o futuro da criança.

 

Além disso,

Os pais estão propensos a se sentirem responsáveis pelos problemas dos seus filhos e, por isso, é importante apoiá-los e fortalecê-los. Usar um deles como demonstração para ensinar a criança é uma maneira efetiva de ajudar o sistema familiar a se tornar mais funcional. Por exemplo, se eu estivesse ensinando o processo de limpeza da raiva a uma criança, eu poderia perguntar ao pai se ele está disposto que eu o conduza pelo processo, porque assim seu filho pode ver como se faz para ajudá-lo a se sentir mais confortável.

 

Seja você pai, mãe, familiar, educador ou terapeuta, ao trabalhar qualquer questão com a criança, precisa usar uma linguagem simples, engraçada e que a deixe intrigada, que aguce sua curiosidade. O bom humor ajuda o processo a fluir. Para solucionar uma questão, use exatamente as mesmas palavras que ela usou para descrever o desconforto emocional ou físico. E sempre explique o que você vai fazer e o que vai acontecer. Evite imaginar que ela já saiba algo ou que possa estar pensando algo, considere aquele serumaninho apenas como ela está naquele momento da conversa ou do atendimento.

 

Um instrumento valioso no universo infantil são os desenhos. Peça, por exemplo, que ela desenhe o que a está incomodando e também aquilo que ela imagina que possa ser uma solução para o incômodo. Desenhe você mesmo a mensagem que deseja passar a ela. Também pode pedir desenhos sobre como eram as coisas antes da conversa ou do atendimento e como ficaram depois e ir através das imagens criadas, acompanhar a evolução e ajustar o que for necessário.

 

Enfim, como pode ver não é difícil aplicar os benefícios da PNL no universo infantil. Use as dicas acima para melhorar a comunicação com seus filhos e, como falei, se precisar de orientações entre em contato pelo (31) 99947-8290.

 

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Adriana Fernandes é autora do texto e apresentadora do Programa NOTICIANDO, que vai ao ar toda sexta-feira, com notícias comentadas, sem reservas, e dicas de Programação Neurolinguística.

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