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A solidão dentro de um relacionamento

Não é raro pessoas buscarem terapia por não se sentirem amadas na relação amorosa. Em muitos casos, isso tem a ver com frustrações dela, que não consegue perceber o amor nas atitudes do outro. Mas, em outros casos, realmente o parceiro não está de verdade na relação. Ambas as situações exigem atenção e têm a ver com autoestima e insegurança.

 

E como descobrir que se o problema é você ou o outro? E como resolver?

 

Segundo o site Mulheres Bem Resolvidas, da especialista em sexualidade feminina, Cátia Damasceno, estes são os sinais de que você está amando sozinha:

1 – o outro sempre desmarca compromissos com você;

2 – ele/ela nunca tem tempo para você;

3 – passa mais tempo com os amigos/as do que com você;

4 – não se preocupa com seus problemas;

5 – não envolve você nos planos dele/a;

6 – não envolve você na vida pessoal dele/a;

7 – seus esforços não são valorizados.

 

Vale lembrar que tudo que falamos aqui aplica-se também ao relacionamento entre pais e filhos, entre quaisquer familiares e entre amigos também. Claro que num relacionamento amoroso a dedicação ao outro é maior que numa amizade, mas, se seu amigo não se preocupa com seus problemas, se não valoriza suas atitudes, essa amizade não possui laços fortes o suficiente para ser mantida.

 

Voltando a nos referir ao relacionamento amoroso, é comum que, na correria do dia a dia, baixemos a guarda e deixemos a rotina esfriar o interesse pelo outro. O problema surge quando isso se transforma em frieza emocional, isso é, quando passa a ser visto como normal. Não é!

 

Deixar de dar importância a situações que antes curtiam juntos sem criar novas situações, não dar atenção ao que outro diz, não fazer questão de estarem sozinhos, não conversarem sobre si um com o outro, não se importar que o outro faça programas sem sua companhia, tudo isso demonstra que o relacionamento não existe mais. O que temos aí são pessoas que, com ou sem amor, acomodaram-se sob o mesmo teto. Temos duas pessoas solitárias vivendo a ilusão de terem um ao outro.

 

E, nesse contexto, qualquer imbecil que apareça oferecendo qualquer migalha de atenção, seja atenção sexual, seja atenção afetiva, a gente cai feito bobo. A carência e a solidão cegam as pessoas e costumam ser a origem de muita infidelidade, especialmente por parte da mulher.

 

Quando não encontram na traição, ou na relação com os filhos, faíscas que acendem o fogo que volta a dar sentido às suas vidas, deprimem-se, desenvolvem ansiedade, angústia, melancolia e um sofrimento sem fim. Esse desapego emocional na relação, essa indiferença, dói muito mais que a solidão de fato. Sentir-se sozinho, estando acompanhado, soma frustração, humilhação e rejeição, ampliando ainda mais a tristeza.

 

Nesse quadro emocional, adoecer não é surpresa. E muita gente não faz ideia que suas dores físicas estão relacionadas às dores emocionais de uma relação sem sentido.

 

Como dissemos, seja você que não percebe as atitudes do outro ou seja o outro que se afastou de você, em qualquer caso será necessário trabalhar sua autoestima e insegurança.

 

No primeiro, caso, você precisará compreender e aceitar que cada um tem seu jeito de amar e terá que aprender a valorizar as atitudes do outro ou pular fora e buscar alguém que faça demonstrações que te satisfaçam. A má notícia é que dificilmente você conseguirá se satisfazer. É da sua natureza querer sempre mais e mais, provavelmente você é um pedinte afetivo e isso não é bom. Melhor tratar-se antes de decidir qual caminho seguir.

 

No segundo caso, ou seja, quando foi o outro que se afastou, vale a pena sentar e conversar sobre o tema, fazer terapia para fortalecer sua autoestima, dar um prazo a si mesmo para observar as reações do outro e, não havendo a desejada reaproximação, sair dessa relação. Não importa o quanto você ame a outra pessoa, permanecer na solidão estando acompanhada é autoflagelo. E aí é que entra o clichê de que você deve amar-se muito mais que ama o outro. É esse amor próprio que vai abrir seus olhos para o fato de que manter o relacionamento é manter o sofrimento sem perspectiva de alívio e que sair dele é ter a certeza que mais cedo ou mais tarde esse amor acaba ou é amenizado nos braços de outro amor e o sofrimento vai embora. Mesmo que você não encontre outro amor, é libertador sentir-se bem na solidão. É indiscutivelmente melhor estar só que sentir rejeitado/a numa relação.

 

Se não conseguir perceber isso, a terapia ajuda. Não abra mão dela!

 

Uma coisa deve ficar clara: nem sempre o outro, ou nós mesmos, nos distanciamos por maldade ou descaso. As pessoas mudam, nós mudamos e pode acontecer de não percebemos que não temos mais o mesmo interesse, as mesmas afinidades. É tão comum nos dizerem que “casamento” esfria mesmo... O amor e o desejo vão se transformando em apego sem que se perceba. Pode até ser normal, e muita gente é feliz assim. Mas se você não consegue ser feliz dessa maneira, não precisa aceitar apego quando deseja mais.
Sabendo disso, evite a mágoa e o rancor, olhe pra frente, já basta o peso dessa solidão acompanhada, não leve mais sentimentos impróprios na sua bagagem. Isso não te favorece, ao contrário, pode prejudicar ainda mais o processo de autoconhecimento e de tomada de decisões.

 

A mágoa e o rancor levam ao desejo de vingança e o distanciamento pode se tornar palco de desavenças. Isso é gravíssimo! Das brigas geradas pelas acusações mútuas vem a agressão verbal e da agressão verbal para a agressão física é um pulo. Se não por respeito por tudo de bom que um dia vocês foram um para o outro, que seja por si mesmo, por sua saúde mental, não se permita chegar a tamanho descontrole. Evite a todo custo a mágoa e o rancor. Sua paz de espírito é inegociável!

 

Fica a dica: um relacionamento saudável, gostoso, forte, é aquele em que ambos se esforçam igualmente para que ele dê certo; quando um se envolve mais que o outro e não é valorizado por isso, é preciso parar e analisar essa relação. Seja um casal, sejam pais e filhos, familiares entre si ou amigos, devemos cuidar um do outro, nutrir a relação e demonstrar o quanto a companhia do outro nos faz bem.

 

Especificamente em se tratando de relação entre casal, a realidade é que ninguém precisa de um relacionamento amoroso para ser feliz e quando você compreender e aceitar isso, perceberá o quanto é gostoso ter um amor que te complemente, mas que em hipótese alguma se confunda com sua própria felicidade.

 

Você deve ser sempre seu primeiro e maior amor!

   

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Adriana Fernandes é autora do texto e apresentadora do Programa NOTICIANDO, que vai ao ar toda sexta-feira, com notícias comentadas, sem reservas, e dicas de Programação Neurolinguística.

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